20 junho 2022

Em luta pelos direitos Professores baianopolenses seguirão com paralisações e não descartam a possibilidade de greve caso o impasse continue com o Executivo Municipal

Executivo Municipal de costas para Educação baianopolense

    Na manhã de hoje na sessão da Câmara de Vereadores reuniram-se a categoria de professores do município de Baianópolis, onde pacificamente foi lida pelo Professor Cleudimar Nunes dos Santos, "Professor Kedin" a carta de número três (03) direcionada à Gestora do município, ao legislativo, aos que assistiam no plenário e às todas pessoas que assistiam pelas redes sociais.

    O Presidente da Câmara Netinho do Sinvaldo, os vereadores Diva Palmeira, Professor Gilvane Febrônio "Gil do Almiro", Humberto Silvério, Maurivan, Cássio Vinícius,iMA do João Balbino e professora Vanda, todos os citados pronunciaram-se na tribuna em favor e defesa dos direitos dos educandos baianopolenses, tendo suas palavras aplaudidas pelo público presente.  

   Segundo o Diretor da Organização da APLB - Sindicato SalvadorJOSÉ DIAS LOURENÇO, não há politicagem sobre o assunto!!! E, sim política sindical em busca dos direitos dos professores. Ressalta que o movimento será fortalecido com apoio de carro de som, visto a dificuldade de apoio na cidade dos profissionais dessa área, bem como de apoio jurídico para atuação em toda região oeste da Bahia. Citou ainda que outros municípios estão em greve há mais de 30 e e outros 60 dias. Porém, a categoria de Baianópolis está buscando resolver o quanto antes esse impasse. 

 Baianópolis, 20 de junho de 2022.

Carta n° 3

Senhores vereadores, público presente neste recinto e que nos acompanha pelas redes sociais,

 

Nenhum lugar do mundo se desenvolveu sem antes pensar na educação de seu povo. Nenhuma nação se desenvolveu sem investir na educação.  E não se faz educação sem primeiro pensar no professor.  O professor é o protagonista do processo educativo.  Sem o professor não há educação.  Sem pensar na formação e valorização dos professores, toda esperança de uma educação de qualidade será vã.

Ser professor é uma das profissionais mais importantes do mundo. É por meio do professor que se forma todas as profissões. Sem o professor, não há organização social, não há atendimento nos diversos setores.  Você já pensou numa sociedade sem médicos? Já pensou numa sociedade sem advogados, sem juiz, sem promotor?

Você já pensou numa sociedade sem cientistas?

Quem é responsável por toda essa revolução social? Quem forma todos esses profissionais?

Será que custa nos respeitar e valorizar o nosso trabalho? A busca por reconhecimento não é um crime.  Por isso, não merece castigo.

Perseguir o professor porque ele luta por seus direitos é um ato de covardia, é um desrespeito aos estudantes, às famílias e à sociedade.  É um abuso de autoridade.  É uma afronta aos princípios de liberdade.

Não se faz educação sem diálogo. O autoritarismo atrapalha o desenvolvimento social, fere a dignidade humana, destrói uma sociedade.

A administração de um município ou de uma secretaria de educação emana de democracia, que é o princípio de tudo. A ditadura nunca foi, nem será a solução para os problemas. A escolha de um administrador, democraticamente, já é o princípio da abertura para o diálogo, o respeito pela posição do cidadão.  É um recado para quem está assumindo poderes: Você é um representante do povo.

Ser representante do povo não é mandar no povo.  É gerir um povo. É lutar em benefício do povo. É estar a serviço do povo.  Quem está a serviço do povo não pode ditar normas sem abertura para negociações ou para revisão de atitudes ou decisões.  

Na nossa realidade, vivemos esse dilema dos impasses causados pela administração. Não há diálogo.  Não há cumprimento da lei.  Até aonde vai esse impasse?

De quem é a responsabilidade para resolver o problema do descumprimento da lei do Piso Salarial Nacional do Magistério? 33, 24% é direito do professor.  Não é uma mendigagem. Estamos esperando por uma solução.  

A gestora disse, em seu discurso, para justificar suas falhas, que em Salvador, o prefeito não pagou os percentuais de 33, 24%. É verdade, mas ela não disse que em Salvador, o professor que recebe menos, tem proventos acima de R$8.000 segundo o secretário de Educação ao BA TV. O que diz a lei é que nenhum professor pode receber valor menor que o piso fixado pelo governo federal. Em Baianópolis, nosso salário base está igual ao reajuste ocorrido há dois anos atrás. Portanto, é necessária e urgente uma revisão.

Como diz Augusto Cury, os professores são heróis anônimos, trabalham muito, ganham pouco.  Semeiam sonhos numa sociedade que perdeu a capacidade de sonhar “.

 Professores representados pela APLB-Sindicato.

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